Aspeto físico é a principal causa de agressão nas escolas   7 de Abril de 2017 / 09:33
Um estudo da Universidade do Minho revela que entre 25 a 42% dos alunos do ensino básico e secundário já viram os colegas a serem insultados. A aparência física, a orientação sexual e o rendimento escolar são as principais causas de discriminação. Esta é uma das conclusões do projeto “Políticas, Governação e Administração na Educação: Democracia, Territórios e Desigualdades”. No âmbito desta investigação, realizada de 2013 a 2016, foram inquiridos 739 estudantes de quatro escolas dos distritos de Braga e Faro, com o objetivo de conhecer as causas, as perceções e os efeitos da discriminação e, assim, atuar de forma mais eficaz. Os resultados destacam mais episódios de violência nas escolas do Sul do país, onde 42% dos alunos já viram os colegas a serem insultados, contra 25% no Norte. A percentagem diminui de forma acentuada quando os próprios afirmam ter sido agredidos verbal e fisicamente: 4,7% em Braga e 13.5% em Faro.

“Ser gordo” é a primeira causa de discriminação apontada pelos inquiridos, seguindo-se a dimensão das mãos, dos pés, do nariz, das pernas e dos braços. Ser tímido, nerd ou apresentar dificuldades de aprendizagem, ser gay ou lésbica, não usar “roupa de marca” ou ter “sotaque” são outros dos motivos destacados, realça a equipa do Centro de Investigação em Educação da UMinho.

Os 18 cientistas envolvidos no estudo alertam para a naturalização cada vez maior da discriminação em contexto escolar. Por exemplo, expressões como “sim, mas é a brincar!” surgiram frequentemente nos discursos dos alunos. “Assiste-se a uma banalização do tratamento discriminatório, com a consequente falta de atenção prestada ao fenómeno, quer pelos colegas, quer pelos docentes e auxiliares”, reforçam. E acrescentam: “A maioria considera que os agressores são os mais populares na escola porque ‘todos gostam de estar do lado do poder’. Não deixa de ser uma afirmação reveladora”.

Gestão democrática das escolas está a deteriorar-se

A gestão das escolas também foi um dos aspetos avaliados através da aplicação de um inquérito nacional aos responsáveis dos agrupamentos. Concluiu-se que as práticas de colegialidade democrática estão “enfraquecidas”, as administrações continuam demasiado centralizadas e os Conselhos Gerais das escolas têm um poder limitado na definição politico-estratégica e fiscalização dos diretores. “A gestão democrática das escolas encontra-se em processo de erosão face a uma crescente burocratização do ensino e à importância atribuída à produção de resultados escolares, à sua mensuração e hierarquização”, afirmam os investigadores. O estudo considera ainda que a abertura de cursos profissionais, como forma de combater o insucesso e o abandono, varia conforme a posição dos agrupamentos na concorrência por alunos, podendo vincar a segmentação de escolas e públicos e uma concentração de alunos e professores em dificuldades em certas escolas.

Redacção

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