CEB vai aumentar a eficácia e reduzir os efeitos secundários do fármaco para a artrite reumatoide   19 de Março de 2018 / 08:38
Reduzir o número de administrações, com a aplicação de dosagens menores, e diminuir os efeitos secundários habituais no tratamento da artrite reumatoide, vão ser as principais vantagens de uma nova versão do fármaco para tratar a doença. Antes de avançar para os testes clínicos em humanos, a solução desenvolvida pelo Centro de Engenharia Biológica da UMinho foi testada em animais no âmbito de um projeto europeu – FOLSMART (com a equipe Eugénia Nogueira, Diana Guimarães e Artur Cavaco-Paulo). A artrite reumatoide é uma doença inflamatória, sem cura até ao momento, que pode ocorrer em qualquer idade e que afeta cerca de 40 mil portugueses.

Através da utilização de nanopartículas, que serão administradas aos pacientes de forma injetável, vai ser possível aumentar o tempo de circulação do fármaco no corpo humano, o que permite que sejam necessários menos tratamentos e que, ao mesmo tempo, possam ser reduzidas as doses de medicamento a utilizar. Os testes pré-clínicos estão a iniciar-se, pelo que se espera que brevemente se possam começar os ensaios clínicos em humanos.

Artur Cavaco-Paulo, o investigador responsável por este projeto no CEB, afirma que “o potencial é enorme, dado que será necessária uma dosagem inferior e/ou menos injeções periódicas”, melhorando consideravelmente a vida dos doentes. E, acrescenta, “os resultados obtidos nos testes já realizados permitem-nos ter boas expetativas face aos avanços já conseguidos.”

Estima-se que cerca de 40 mil portugueses sofram de artrite reumatoide, uma doença inflamatória que pode ocorrer em qualquer idade e que afeta as articulações. A maior taxa de incidência da doença revela-se nas pessoas com uma faixa etária compreendida entre os 35 e os 55 anos. Dado que a prevalência da doença aumenta coma idade, um dos maiores objetivos deste projeto passa por garantir uma maior qualidade de vida aos doentes, minimizando a dor e o sofrimento.

Devido à dor, rigidez e irreversibilidade das deformações nas articulações associadas à doença, são ainda necessários tratamentos que implicam custos elevados. Além disso, muitos dos pacientes têm vindo a mostrar ser intolerantes à substância administrada na primeira linha de tratamento, pelo que se torna muito importante o progresso que se tem registado com este projeto de investigação.

Redacção

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